TALAPRO-3: talazoparibe + enzalutamida melhora sobrevida livre de progressão radiográfica no câncer de próstata metastático sensível à castração com alterações em genes de reparo por recombinação homóloga
Data da publicação
Evento:
teste
Apresentado por Neeraj Agarwal, na ASCO 2026, o estudo de fase 3 TALAPRO-3 avaliou talazoparibe mais enzalutamida versus placebo mais enzalutamida em pacientes com câncer de próstata metastático sensível à castração com alterações em genes de reparo por recombinação homóloga.
Foram randomizados 599 pacientes, sendo 300 para talazoparibe mais enzalutamida e 299 para placebo mais enzalutamida. O desfecho primário era rPFS de acordo com avaliação do investigador. A lista de genes considerados para inclusão dos pacientes compreendia ARM, ATR, BRCA1, BRCA2, CDK12, CHEK2, FANCA, MLH1, MRE11A, NBN, PALB2, RAD51C. Todos os pacientes recebiam terapia de privação androgênica. A população era de alto risco: 84%–85% apresentavam doença metastática de novo, 70%–71% tinham doença de alto volume, e cerca de um terço apresentava alteração em BRCA1/2.

O estudo atingiu seu desfecho primário. Talazoparibe mais enzalutamida reduziu o risco de progressão radiográfica ou morte em 52%, com HR 0,481, IC95% 0,357–0,647 e p<0,0001. A mediana de sobrevida livre de progressão radiográfica não foi alcançada no braço da combinação, versus 45,8 meses no braço controle.

O benefício foi observado tanto nos pacientes com alteração em BRCA1/2, com HR 0,368, quanto nos pacientes com alterações em outros genes de reparo por recombinação homóloga, com HR 0,567.

A sobrevida global ainda está imatura, com HR 0,767, IC95% 0,564–1,044 e p=0,0905. Outros desfechos também favoreceram talazoparibe mais enzalutamida, incluindo tempo até progressão de PSA, com HR 0,513, e tempo até terapia antineoplásica subsequente, com HR 0,514.

A toxicidade foi maior com a combinação, sobretudo hematológica. Eventos adversos grau 3–4 ocorreram em 79% dos pacientes tratados com talazoparibe mais enzalutamida versus 41% no braço controle. Houve mais interrupções, reduções de dose e descontinuações relacionadas ao talazoparibe. A anemia foi um evento central: 40% dos pacientes no braço da combinação receberam transfusão de concentrado de hemácias, e 5% descontinuaram talazoparibe por anemia.

Na prática, o TALAPRO-3 demonstra benefício estatisticamente significante de talazoparibe mais enzalutamida em uma população molecularmente selecionada com câncer de próstata metastático sensível à castração. O estudo reforça a importância de testagem molecular precoce nesse cenário. A combinação surge como opção potencial para pacientes com alterações em genes de reparo por recombinação homóloga, especialmente BRCA1/2, mas o ganho deve ser ponderado contra a toxicidade hematológica e a ausência, até o momento, de benefício confirmado em sobrevida global.
Blog
Congressos Relacionados
-
Postado em Março de 2026
-
Postado em Março de 2026
-
Postado em Junho de 2026
-
Postado em Março de 2026
-
Postado em Março de 2026
-
Postado em Junho de 2026
-
Postado em Março de 2026
-
Postado em Março de 2026
-
Postado em Junho de 2026

