EV-302: benefício de enfortumabe vedotina + pembrolizumabe se mantém com 3,5 anos de seguimento
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Apresentado por Thomas B. Powles, na ASCO 2026, esta atualização do estudo de fase 3 EV-302/KEYNOTE-A39 avaliou enfortumabe vedotina mais pembrolizumabe versus quimioterapia em primeira linha para carcinoma urotelial localmente avançado ou metastático. A análise traz seguimento mediano de 42,8 meses.
O benefício em sobrevida global permaneceu claro: a mediana foi de 33,6 meses com enfortumabe vedotina mais pembrolizumabe versus 15,9 meses com quimioterapia, com HR 0,53. Aos 3,5 anos, 44,0% dos pacientes no braço da combinação estavam vivos versus 24,6% no braço da quimioterapia.
A taxa de resposta objetiva também foi superior com a combinação: 67,5% versus 44,2%. A taxa de resposta completa foi aproximadamente o dobro, 30,4% versus 14,5%. Entre os pacientes com resposta completa no braço da combinação, 66,2% inicialmente tinham resposta parcial e converteram para resposta completa ao longo do tratamento.

Um dado importante da atualização foi a atividade da quimioterapia após progressão a enfortumabe vedotina mais pembrolizumabe. Entre os pacientes avaliáveis que receberam quimioterapia subsequente à base de platina, a taxa de resposta objetiva foi de 20,7%, sendo 19,7% com cisplatina e 21,9% com carboplatina. A sobrevida global mediana a partir do início da quimioterapia subsequente foi de 10,9 meses.
A análise de segurança não mostrou novos sinais com maior tempo de exposição. Eventos adversos relacionados ao tratamento de grau ≥3 ocorreram em 57,0% dos pacientes no braço da combinação. Interrupções e reduções de dose foram frequentes, reforçando a importância do manejo ativo da toxicidade para manter pacientes em tratamento. A duração mediana do tratamento foi de 12 ciclos, equivalente a mediana de 9,6 meses.
Na prática, a atualização consolida enfortumabe vedotina mais pembrolizumabe como tratamento padrão de primeira linha no carcinoma urotelial localmente avançado ou metastático. O dado mais relevante é a manutenção do ganho de sobrevida global com seguimento mais longo, sem novos sinais de segurança.
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