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RAD-IO: durvalumabe combinado à quimiorradioterapia em pacientes com câncer de bexiga músculo-invasivo

Data da publicação

Junho 2026

Evento: 

2026 ASCO Annual Meeting

teste

Apresentado por Nicholas D. James, na ASCO 2026, o estudo RAD-IO avaliou a combinação de durvalumabe com quimiorradioterapia baseada em 5-fluorouracil e mitomicina C em pacientes com câncer de bexiga músculo-invasivo. O estudo teve desenho em múltiplas etapas. Na fase de eficácia, foram avaliados pacientes com doença T2 N0–2 M0, tratados com quimiorradioterapia associada a durvalumabe administrado antes, durante e após a radioterapia. O desfecho primário foi a taxa de sobrevida livre de doença em 12 meses após a quimiorradioterapia.

Foram incluídos 55 pacientes, dos quais 54 iniciaram o tratamento. A idade mediana foi de 69 anos, 75% haviam recebido quimioterapia neoadjuvante prévia e 80% tinham doença T2. Todos os 54 pacientes que iniciaram tratamento receberam a dose completa de radioterapia, 55 Gy em 20 frações.

A taxa de sobrevida livre de doença em 12 meses foi de 80% (40/50), com IC95% 0,67–0,89, atingindo o critério pré-especificado para continuidade de investigação. A sobrevida livre de progressão em 12 meses foi de 83,6%, com 5 eventos de metástase à distância e 4 eventos locais. A sobrevida global em 12 meses foi de 96,4%, e nenhum paciente avaliável foi submetido à cistectomia em 12 meses (0/52).

A segurança foi considerada compatível com os componentes do tratamento. O durvalumabe planejado foi completado por 33/54 pacientes (61%); entre os que interromperam precocemente, a principal razão foi toxicidade.

Na prática, o RAD-IO sugere que a adição de durvalumabe à quimiorradioterapia é factível e pode alcançar altas taxas iniciais de preservação vesical. Ainda assim, os dados de eficácia são de braço único, comparados a controles históricos, e o seguimento ainda é curto.