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Cadonilimabe + axitinibe mostra atividade em carcinoma renal não células claras em estudo de fase 1b/2

Data da publicação

Maio 2026

Evento: 

2026 ASCO Annual Meeting

teste

Apresentado por Junru Chen, na ASCO 2026, este estudo prospectivo, multicêntrico, de fase 1b/2 avaliou cadonilimabe, um anticorpo biespecífico anti-PD-1/CTLA-4, em combinação com axitinibe como primeira linha para pacientes com carcinoma renal avançado não células claras. Foram incluídos 37 pacientes na população total, sendo 31 na coorte de fase 2. A dose recomendada foi cadonilimabe 10 mg/kg a cada 3 semanas em combinação com axitinibe 5 mg duas vezes ao dia. A população era heterogênea, incluindo carcinoma renal deficiente em fumarato hidratase, carcinoma renal com rearranjo de TFE3, carcinoma renal com alteração de TFEB, carcinoma do ducto coletor, carcinoma cromófobo e carcinoma medular renal deficiente em SMARCB1.

Na coorte de fase 2, a taxa de resposta objetiva foi 51,6% e a taxa de controle de doença foi 96,8%. A redução média do tumor foi de 34,8%. As respostas variaram conforme o subtipo histológico, com taxa de resposta de 81,8% nos tumores deficientes em fumarato hidratase e 37,5% nos tumores com rearranjo de TFE3. Na população total, a sobrevida livre de progressão mediana foi 19,2 meses, e a sobrevida global mediana ainda não havia sido alcançada. A toxicidade foi considerada manejável, sem toxicidade limitante de dose na fase 1b.

Eventos adversos relacionados ao tratamento de grau 3 ou maior ocorreram em 59,5% dos pacientes. Houve interrupção do tratamento por evento adverso em 64,9%, mas descontinuação por evento adverso relacionado ao tratamento em apenas 2,7%. Não houve morte atribuída ao tratamento. Na prática, os dados sugerem atividade relevante da combinação em uma população rara e biologicamente heterogênea, especialmente nos tumores deficientes em fumarato hidratase. Ainda assim, trata-se de estudo pequeno, sem braço comparador e com seguimento limitado. A combinação deve ser vista como sinal de atividade e hipótese para desenvolvimento futuro, não como evidência suficiente para mudar a prática.