Uso e duração da terapia hormonal com radioterapia de salvamento na recorrência bioquímica após prostatectomia: meta-análise de dados individuais - estudo POSEIDON
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A utilidade da terapia hormonal associada à radioterapia de salvamento após prostatectomia permanece tema de debate, especialmente quanto à seleção de pacientes e duração ideal do tratamento. A meta-análise DADSPORT já havia demonstrado ausência de benefício claro em termos de sobrevida global com a adição de hormonioterapia à radioterapia de salvamento. Porém, dados post hoc do estudo RTOG 9601 sugeriram que subgrupos específicos podem se beneficiar do tratamento. Para abordar essas questões, foi apresentada uma meta-análise com dados individuais de pacientes (individual patient data), avaliando o impacto da terapia hormonal associada à radioterapia em pacientes com recidiva bioquímica após cirurgia.
A meta-análise POSEIDON reuniu dados individuais de 6057 pacientes, incluídos nos estudos randomizados RTOG 9601, GETUG-AFU 16 e RADICALS-HD e RTOG 0534, permitindo avaliar de forma conjunta o impacto da adição e da duração da terapia hormonal associada à radioterapia pós-prostatectomia. A mediana de PSA foi 0,3 ng/mL e o tempo mediano de seguimento foi de mais de 9 anos.
Apesar do ganho de sobrevida livre de metástases (HR 0,79) - em 10 anos: 74,1% vs. 77,9%, não foi observado ganho de sobrevida global entre fazer hormonioterapia ou não em conjunto com radioterapia de salvamento.
Na comparação entre ADT de curta duração vs. não realizar ADT, também não houve ganho de sobrevida global, com um ganho pequeno de sobrevida livre de metástases (em 10 anos: 79,8% vs. 82,7%). Na análise multivariada, o subgrupo com PSA >0,5 ng/mL derivou mais benefício em termos de sobrevida global (p=0.03).
O estudo tem algumas limitações, entre elas a inclusão de pacientes tratados em um período muito prolongado (1998 a 2015), 70% dos pacientes na coorte RT +/- ADT de longa duração terem sido do estudo RTOG9601, em que os pacientes receberam apenas bicalutamida em monoterapia, não uso de imagens moleculares como PET PSMA e plataformas de avaliação de risco como o DECIPHER.
Apresentador: Amar U. Kishan (UCLA, Estados Unidos).
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