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"Decision regret" após imunoterapia adjuvante no câncer renal se associa à toxicidade tardia percebida

Data da publicação

Junho 2026

Evento: 

2026 ASCO Annual Meeting

teste

Apresentado por Elizabeth Nally, na ASCO 2026, este estudo avaliou a percepção de toxicidade e arrependimento de decisão ("decision regret") após imunoterapia adjuvante em pacientes com carcinoma renal. A apresentação partiu de uma questão relevante:análises convencionais de qualidade de vida em estudos adjuvantes podem não capturar adequadamente toxicidades persistentes após o término do tratamento.

Na análise exploratória do estudo IMmotion010, foram avaliados 532 pacientes com dados de qualidade de vida, sendo 262 tratados com atezolizumabe e 270 no braço placebo. No braço de imunoterapia, 12% dos pacientes relataram toxicidade com impacto na vida diária, 22% toxicidade significativa de longo prazo e 12% toxicidade significativa de curto prazo. No braço placebo, essas proporções foram menores: 5%, 10% e 10%, respectivamente.

O estudo também avaliou arrependimento de decisão em 104 pacientes tratados com imunoterapia adjuvante em 3 centros do Reino Unido, mais de 12 meses após o tratamento. A média geral de arrependimento foi baixa, 13,8 em uma escala de 0 a 100. No entanto, pacientes que relataram toxicidade com impacto transformador ou toxicidade significativa de longo prazo apresentaram escores mais altos, 27,0% e 26,0%, respectivamente.

Outro achado importante foi que pacientes com menor expectativa prévia de toxicidade tiveram maior arrependimento após o tratamento: escore médio 19,6 versus 7,1 entre aqueles com maior expectativa de toxicidade. Isso sugere que a discussão pré-tratamento sobre toxicidades persistentes pode influenciar a experiência posterior do paciente.

Na prática, o estudo não questiona o benefício da imunoterapia adjuvante, mas reforça que toxicidade tardia e qualidade de vida precisam ser melhor incorporadas à decisão compartilhada. A mensagem principal é que eventos adversos avaliados de forma convencional podem não refletir plenamente o impacto de longo prazo percebido pelo paciente.

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