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Enfortumabe vedotina + pembrolizumabe melhora sobrevida livre de eventos, sobrevida global e resposta patológica completa no perioperatório do câncer de bexiga músculo-invasivo (EV-304/KEYNOTE-B15)

em Dezembro 2025

teste

Astellas e Pfizer anunciaram em 17 de dezembro de 2025 resultados positivos de uma análise interina do estudo de fase 3 EV-304 (KEYNOTE-B15), que avalia enfortumabe vedotina (conjugado anticorpo-droga dirigido a Nectin-4) em combinação com pembrolizumabe (inibidor de PD-1) como tratamento neoadjuvante e adjuvante (antes e após a cirurgia) em pacientes com câncer de bexiga músculo-invasivo elegíveis à quimioterapia baseada em cisplatina. O estudo atingiu o desfecho primário, com melhora clinicamente relevante e estatisticamente significante em sobrevida livre de eventos, além de benefício estatisticamente significante em sobrevida global (desfecho secundário-chave). 

De acordo com os comunicados, também houve melhora estatisticamente significante na taxa de resposta patológica completa (desfecho secundário) no componente neoadjuvante, e o perfil de segurança do regime combinado foi descrito como consistente com o já conhecido, sem novos sinais de segurança. As empresas informaram que os dados serão apresentados em congresso médico e discutidos com autoridades regulatórias para possíveis submissões. 

Contexto clínico

Apesar do padrão atual com quimioterapia neoadjuvante baseada em cisplatina seguida de cistectomia, a recidiva permanece um problema relevante no câncer de bexiga músculo-invasivo; no material divulgado, é citado que aproximadamente metade dos pacientes pode evoluir para doença metastática em até três anos do diagnóstico. Nesse cenário, resultados positivos no perioperatório, especialmente com ganho em sobrevida global, têm potencial de reposicionar o tratamento sistêmico em fases mais precoces.

Desenho do estudo

O EV-304/KEYNOTE-B15 é um estudo randomizado de fase 3 (NCT04700124) que incluiu 808 pacientes: o braço experimental recebeu quatro ciclos neoadjuvantes (21 dias cada) de enfortumabe vedotina + pembrolizumabe, seguido de cirurgia, e depois pembrolizumabe adjuvante (13 ciclos) com enfortumabe vedotina (cinco ciclos); o comparador foi quimioterapia neoadjuvante padrão com gemcitabina + cisplatina por quatro ciclos seguida de cirurgia.

Implicações para a prática

A incorporação clínica irá depender da apresentação completa dos dados (magnitude do benefício, curvas, subgrupos, toxicidades por fase e impacto na factibilidade cirúrgica), além do posicionamento das agências regulatórias. Ainda assim, o fato de o estudo ter atingido sobrevida livre de eventos, sobrevida global e resposta patológica completa sugere um avanço relevante para uma estratégia perioperatória sem quimioterapia baseada em platina no câncer de bexiga músculo-invasivo elegível à cisplatina. 

Fonte: Pfizer