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FDA aprova niraparibe + acetato de abiraterona + prednisona para câncer de próstata metastático sensível à castração com mutação BRCA2

em Dezembro 2025

teste

A Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos aprovou em 12 de dezembro de 2025 o uso de niraparibe e acetato de abiraterona, em combinação com prednisona, para adultos com câncer de próstata metastático sensível à castração com mutação deletéria ou suspeita em BRCA2, definida por teste aprovado pelo FDA.

A dose recomendada é niraparibe 200 mg e acetato de abiraterona 1.000 mg por via oral 1 vez ao dia, em combinação com prednisona 5 mg 1 vez ao dia, até progressão da doença ou toxicidade inaceitável. Os pacientes também devem manter terapia de privação androgênica (análogo de hormônio liberador de gonadotrofina concomitante) ou ter sido submetidos previamente à orquiectomia bilateral.

A eficácia foi avaliada no ensaio AMPLITUDE (NCT04497844), randomizado, duplo-cego, em 696 pacientes com câncer de próstata metastático sensível à castração e mutações em genes de reparo por recombinação homóloga. Os pacientes foram randomizados (1:1) para niraparibe + acetato de abiraterona + prednisona versus placebo + acetato de abiraterona + prednisona; todos receberam terapia de privação androgênica contínua.

O principal desfecho de eficácia foi sobrevida livre de progressão radiográfica avaliada pelo investigador; sobrevida global foi desfecho adicional. Em análise exploratória do subgrupo com mutação BRCA2 (n=323), o hazard ratio para sobrevida livre de progressão radiográfica foi 0,46 (IC95% 0,32–0,66), com mediana não estimável (IC95% 41–não estimável) no braço niraparibe + acetato de abiraterona + prednisona versus 26 meses (IC95% 18–28) no braço placebo + acetato de abiraterona + prednisona. No subgrupo não-BRCA2 (n=373), o hazard ratio foi 0,88 (IC95% 0,63–1,24), e o FDA destaca que a melhora global foi principalmente atribuída aos resultados em BRCA2. Na primeira análise interina de sobrevida global, ocorreram 91 óbitos na população BRCA2, sendo 36 (22%) no braço niraparibe + acetato de abiraterona + prednisona e 55 (34%) no braço placebo + acetato de abiraterona + prednisona.

Quanto à segurança, a bula inclui alertas e precauções para síndrome mielodisplásica/leucemia mieloide aguda, mielossupressão, hipocalemia, retenção hídrica e reações cardiovasculares, hepatotoxicidade, insuficiência adrenocortical, hipoglicemia, aumento de fraturas e mortalidade em combinação com dicloreto de rádio Ra 223, síndrome de encefalopatia posterior reversível e toxicidade embrião-fetal.

Contexto clínico

A decisão consolida uma estratégia de intensificação orientada por biomarcador logo no cenário metastático sensível à castração, com uma aprovação explicitamente centrada em BRCA2. Do ponto de vista prático, isso aumenta o peso da testagem molecular para identificar quem tem maior probabilidade de se beneficiar do componente de inibição de PARP.

Implicações para a prática

Os dados do FDA sugerem um gradiente de benefício importante entre BRCA2 e mutações não-BRCA2, reforçando a necessidade de evitar extrapolação automática para outras alterações de reparo por recombinação homóloga quando a decisão for especificamente sobre esse esquema. A implementação também exige fluxo estruturado de monitorização (com foco hematológico e eventos cardiovasculares/hepáticos/metabólicos) para manter o tratamento manejável e reduzir interrupções por toxicidade.