
European Association of Urology Guidelines on Male Sexual and Reproductive Health: 2025 update on male hypogonadism, erectile dysfunction, premature ejaculation, and Peyronie's disease
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Introdução
A diretriz da European Association of Urology (EAU) examina o manejo do homem com hipogonadismo e desejo reprodutivo ativo. A questão é conciliar o controle do hipogonadismo com a intenção de paternidade, sem assumir que melhora hormonal isolada represente fertilidade preservada.
A distinção entre hipogonadismo primário e secundário é relevante para a interpretação das estratégias discutidas. A diretriz apresenta recomendação forte contra o uso de testosterona em homens inférteis ou que desejam paternidade
Objetivo
Orientar o uso de testosterona exógena ou de estratégias que preservem ou restaurem a espermatogênese em homens com hipogonadismo e intenção reprodutiva.
Desenho do estudo
Diretriz EAU de 2025 sobre saúde sexual e reprodutiva masculina, baseada em revisão sistemática. É um documento normativo, não um ensaio clínico comparativo em uma coorte única.
Número de pacientes
Não se aplica. O material selecionado não apresenta uma população única de pacientes para esta diretriz.
Período de inclusão
Não informado no material selecionado.
Materiais e Métodos
A diretriz formula orientações a partir da evidência disponível. Para restauração da fertilidade no hipogonadismo secundário, o uso de gonadotrofinas é classificado como evidência de nível 1a.
Desfechos
Os elementos discutidos incluem supressão de gonadotrofinas, testosterona intratesticular/endógena, espermatogênese, produção espermática, gravidez e nascido vivo.
Critérios de inclusão e exclusão mais relevantes
Não se aplica como estudo de pacientes. No tópico destacado, a diretriz se refere a homens com hipogonadismo e intenção reprodutiva, distinguindo hipogonadismo primário de secundário.
Resultados
A testosterona exógena suprime gonadotrofinas, testosterona intratesticular/endógena e espermatogênese. No hipogonadismo secundário, análogos de LH e FSH podem normalizar a testosterona e restaurar a produção espermática.
A diretriz sustenta recomendação forte contra a testosterona em homens inférteis ou com desejo de paternidade e apresenta gonadotrofinas como opção de restauração de fertilidade especificamente no hipogonadismo secundário.
Conclusão do Trabalho
O desejo de paternidade modifica a interpretação do uso de testosterona exógena no homem com hipogonadismo. A restauração da produção espermática é relevante para o planejamento reprodutivo, mas não equivale, por si só, a gravidez, nascido vivo ou paternidade.
Comentário Editorial
A força normativa da diretriz organiza a decisão clínica, mas o material selecionado não fornece uma estimativa única de gravidez ou nascido vivo por esquema terapêutico. A etiologia do hipogonadismo, causas reversíveis, tempo até a concepção e avaliação do casal permanecem determinantes para a aplicabilidade de cada orientação.
Normalização de testosterona, melhora de sintomas ou produção espermática são resultados hormonais ou biológicos que não demonstram isoladamente fertilidade preservada nem resultado reprodutivo individual.
Referência
Salonia A, Capogrosso P, Boeri L, et al. European Association of Urology Guidelines on Male Sexual and Reproductive Health: 2025 update on male hypogonadism, erectile dysfunction, premature ejaculation, and Peyronie's disease. Eur Urol. 2025;88(1):76-102. doi:10.1016/j.eururo.2025.04.010

