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Anvisa aprova pembrolizumabe associado ao belzutifano como tratamento adjuvante do câncer renal

Postado em Julho 2026

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, em 21 de julho de 2026, o uso de pembrolizumabe em combinação com belzutifano como tratamento adjuvante de pacientes adultos com carcinoma de células renais com componente de células claras e risco intermediário-alto ou alto de recorrência após nefrectomia, incluindo pacientes submetidos à nefrectomia e à ressecção de lesões metastáticas.

A aprovação foi baseada nos resultados do estudo de fase 3 LITESPARK-022, que incluiu 1.841 pacientes previamente submetidos à nefrectomia. Os participantes foram randomizados para receber pembrolizumabe associado ao belzutifano ou pembrolizumabe associado a placebo. O tratamento foi mantido por até 12 meses, com o belzutifano administrado por até 54 semanas.

Na análise interina pré-especificada, a combinação reduziu em 28% o risco de recorrência da doença ou morte em comparação ao pembrolizumabe isolado, com HR de 0,72 (IC95% 0,59–0,87; p=0,0003). A mediana de sobrevida livre de doença não havia sido alcançada em nenhum dos grupos. Em 24 meses, a taxa estimada de sobrevida livre de doença foi de 81% com pembrolizumabe e belzutifano e de 74% com pembrolizumabe e placebo. Os dados de sobrevida global permanecem imaturos.

O belzutifano é um inibidor oral do fator induzível por hipóxia 2-alfa, ou HIF-2α, uma via central na biologia do carcinoma renal de células claras. A dose recomendada é de 120 mg por via oral uma vez ao dia, em combinação com pembrolizumabe intravenoso a cada três ou seis semanas.

A incorporação do belzutifano aumenta, entretanto, a complexidade e a toxicidade do tratamento adjuvante. No LITESPARK-022, redução da hemoglobina ocorreu em 95% dos pacientes tratados com belzutifano, sendo de grau 3 ou superior em 11%. Hipóxia foi observada em 7%, incluindo eventos de grau 3 ou superior em 5% dos pacientes. Esses efeitos exigem monitoramento periódico da hemoglobina e da saturação de oxigênio.

A aprovação amplia as alternativas adjuvantes disponíveis no Brasil e introduz a primeira estratégia combinando imunoterapia e inibição do HIF-2α após a cirurgia. Apesar do benefício em sobrevida livre de doença, a ausência de dados maduros de sobrevida global e o aumento da toxicidade tornam necessária uma seleção cuidadosa dos pacientes, especialmente porque o pembrolizumabe isolado já demonstrou benefício de sobrevida global nesse cenário.

Fonte: ANVISA

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