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Quase 40% dos homens têm síndrome metabólica documentada no primeiro ano de TPA associada a ARPI

Postado em Agosto 2026

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Alterações metabólicas foram documentadas precocemente e com alta frequência após o início concomitante de terapia de privação androgênica (TPA) e de um inibidor da via do receptor androgênico (ARPI) em homens com câncer de próstata. Em uma grande coorte publicada em 13 de agosto de 2026 no JAMA Oncology, a incidência cumulativa de síndrome metabólica alcançou 39,1% ao final do primeiro ano.
 
O estudo retrospectivo utilizou a base nacional de prontuários eletrônicos Epic Cosmos e incluiu 16.924 homens que iniciaram TPA associada a abiraterona, enzalutamida, apalutamida ou darolutamida entre janeiro de 2014 e setembro de 2025. Foram excluídos pacientes com registro de síndrome metabólica, hipertensão, obesidade, resistência à insulina ou dislipidemia nos seis meses anteriores ao tratamento. A idade média da população foi de 73,1 anos.
 
A incidência cumulativa em 12 meses foi de 83,0% para hipertensão, 51,8% para dislipidemia, 40,5% para obesidade e 24,0% para resistência à insulina. Entre os pacientes afetados, a primeira alteração metabólica foi documentada após mediana aproximada de um mês, enquanto a síndrome metabólica foi registrada após mediana de 2,6 meses. A maior incidência ocorreu entre homens de 70 a 79 anos, com 51,7 eventos por mil pessoas-mês (IC95% 50,7–53,9).
 
Nas análises exploratórias, enzalutamida e apalutamida foram associadas a menor risco de hipertensão do que abiraterona. Diferenças em resistência à insulina, dislipidemia e síndrome metabólica também foram observadas entre os agentes, mas essas comparações estão sujeitas a confundimento pela indicação e não devem ser interpretadas como evidência definitiva para escolher um ARPI com base apenas no perfil metabólico.
 
A principal limitação é a ausência de um grupo comparador tratado exclusivamente com TPA. Assim, o estudo estima a frequência e o momento em que as alterações foram registradas após o início da combinação, mas não determina qual parcela do risco é acrescentada pelo ARPI. O caráter retrospectivo, a dependência de registros clínicos e o possível aumento da vigilância após o início do tratamento também podem ter influenciado as taxas observadas.
 
Para a prática, os resultados apoiam a avaliação cardiometabólica antes do início da intensificação hormonal e o monitoramento precoce de pressão arterial, peso, glicemia e perfil lipídico, com participação da atenção primária ou da cardiologia quando necessário. A ocorrência de alterações já nos primeiros meses mostra que esse acompanhamento não deve ser adiado até fases tardias do tratamento.
 
Fonte: JAMA Oncology
Alterações metabólicas foram documentadas precocemente e com alta frequência após o início concomitante de terapia de privação androgênica (TPA) e de um inibidor da via do receptor androgênico (ARPI) em homens com câncer de próstata. Em uma grande coorte publicada em 13 de agosto de 2026 no JAMA Oncology, a incidência cumulativa de síndrome metabólica alcançou 39,1% ao final do primeiro ano.
 
O estudo retrospectivo utilizou a base nacional de prontuários eletrônicos Epic Cosmos e incluiu 16.924 homens que iniciaram TPA associada a abiraterona, enzalutamida, apalutamida ou darolutamida entre janeiro de 2014 e setembro de 2025. Foram excluídos pacientes com registro de síndrome metabólica, hipertensão, obesidade, resistência à insulina ou dislipidemia nos seis meses anteriores ao tratamento. A idade média da população foi de 73,1 anos.
 
A incidência cumulativa em 12 meses foi de 83,0% para hipertensão, 51,8% para dislipidemia, 40,5% para obesidade e 24,0% para resistência à insulina. Entre os pacientes afetados, a primeira alteração metabólica foi documentada após mediana aproximada de um mês, enquanto a síndrome metabólica foi registrada após mediana de 2,6 meses. A maior incidência ocorreu entre homens de 70 a 79 anos, com 51,7 eventos por mil pessoas-mês (IC95% 50,7–53,9).
 
Nas análises exploratórias, enzalutamida e apalutamida foram associadas a menor risco de hipertensão do que abiraterona. Diferenças em resistência à insulina, dislipidemia e síndrome metabólica também foram observadas entre os agentes, mas essas comparações estão sujeitas a confundimento pela indicação e não devem ser interpretadas como evidência definitiva para escolher um ARPI com base apenas no perfil metabólico.
 
A principal limitação é a ausência de um grupo comparador tratado exclusivamente com TPA. Assim, o estudo estima a frequência e o momento em que as alterações foram registradas após o início da combinação, mas não determina qual parcela do risco é acrescentada pelo ARPI. O caráter retrospectivo, a dependência de registros clínicos e o possível aumento da vigilância após o início do tratamento também podem ter influenciado as taxas observadas.
 
Para a prática, os resultados apoiam a avaliação cardiometabólica antes do início da intensificação hormonal e o monitoramento precoce de pressão arterial, peso, glicemia e perfil lipídico, com participação da atenção primária ou da cardiologia quando necessário. A ocorrência de alterações já nos primeiros meses mostra que esse acompanhamento não deve ser adiado até fases tardias do tratamento.
 
 

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